{"id":193,"date":"2007-05-14T14:34:47","date_gmt":"2007-05-14T14:34:47","guid":{"rendered":"http:\/\/stage2.comparatistas.umadesign.com\/en\/2007\/05\/14\/chico-buarque\/"},"modified":"2007-05-14T14:34:47","modified_gmt":"2007-05-14T14:34:47","slug":"chico-buarque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/textos-e-pretextos\/chico-buarque\/","title":{"rendered":"Chico Buarque"},"content":{"rendered":"<p><b>Textos e Pretextos N\u00ba 7<br \/>Publisher:<\/b> CEC<b>&nbsp;<br \/>Year<\/b>: 2005<br \/><b>Price:<\/b> 5\u20ac <!--more--> <\/p>\n<hr>\n<p class=\"subtitulo\">Chico Buarque \u2013 Textos e Pretextos, Autumn\/Winter 2005, n\u00ba 7<\/p>\n<p>S\u00edsifo encarnava na mitologia grega a ast\u00facia e rebeldia do homem frente aos des\u00edgnios divinos. Filho de \u00c9olo e fundador de Corinto, viu-se \u00e0 merc\u00ea do castigo de Zeus que lhe imp\u00f4s que fizesse rolar eternamente um enorme rochedo, ladeira acima. Mas mal o rochedo atingia o cimo, voltava a cair merc\u00ea do seu pr\u00f3prio peso e o trabalho tinha de recome\u00e7ar. A lenda mais conhecida sobre S\u00edsifo conta que, num momento de ira, Zeus lhe enviou Thanatos, o g\u00e9mio da Morte, para que o matasse. Mas S\u00edsifo apanhou Thanatos de surpresa e acorrentou-o, de tal maneira que, durante algum tempo, nenhum homem morreu. Certas pessoas s\u00e3o persistentes nas suas convic\u00e7\u00f5es, atentas \u00e0s pequenas ou grandes coisas da vida, resistentes nas causas dif\u00edceis, denunciadoras das ang\u00fastias que apertam o peito e dasalegrias que se estampam nos rostos da gente, mensageiros do medo e das ang\u00fastias, mas tamb\u00e9m das paix\u00f5es e do amor. S\u00f3 que a pedra vai rolando e tem de haver quem acredite que, mais uma vez, ela chegue ao topo da montanha. Chico Buarque de Hollanda, na delicadez com que lapida cada palavra, \u00e9 talvez o melhor exemplo de S\u00edsifo, uma met\u00e1fora do mundo contempor\u00e2neo onde se luta contra a indiferen\u00e7a, a culpa, a esterilidade que a diferen\u00e7a de classes provoca. Mas cada palavra de Chico Buarque \u00e9 vida, numa sede constante de abertura e aten\u00e7\u00e3o ao mundo. S\u00f3 que Tem dias que a gente se sente \/ Como quem partiu ou morreu\u201d. E a pedra vai rolando. \u201cA gente quer ter voz ativa \/ No nosso destino mandar\u201d. <\/p>\n<p>A escolha de Francisco Buarque de Hollanda como tema para este n\u00famero da Textos e Pretextos teve sobretudo como objectivos falar n\u00e3o s\u00f3 do m\u00fasico, hoje uma refer\u00eancia obrigat\u00f3ria em qualquer cita\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica brasileira, mas tamb\u00e9m, e acima de tudo, falar do escritor. Em 1991, Estorvo confirmou esse percurso de escrita que teve in\u00edcio com as primeiras composi\u00e7\u00f5es musicais, \u201cPedro Pedreiro\u201d e \u201cSonho de um Carnaval\u201d, na d\u00e9cada de 60. Romances como Benjamin e Budapeste fixaram alguns dos temas que aqui se abordam, tais como: o amor, a viagem, o duplo, a musicalidade da escrita, as fronteiras que ora nos unem ora nos separam do mundo. Os ensaios, os testemunhos e as entrevistas que comp\u00f5em este s\u00e9timo n\u00famero, para al\u00e9m dos textos do pr\u00f3prio autor, contribuem para o reconhecimento do m\u00e9rito da sua obra. Na Roda Viva da vida certas pessoas conseguem fixar o tempo, nem que por breves instantes, entre palavras cantadas ou o canto das palavras porque \u201cA gente vai contra a corrente \/ At\u00e9 n\u00e3o poder resistir\u201d. E mesmo que a pedra v\u00e1 rolando, Chico Buarque, compositor-int\u00e9rprete-escritor, ajuda-nos a tornar a subida menos \u00edngreme. \u201cRoda mundo\u201d.<\/p>\n<p align=\"center\"><b>Ricardo Paulouro<\/b><\/p>\n<p class=\"subtitulo\">CONTENTS<\/p>\n<p class=\"subtitulo\">TEXTURAS [Articles]<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cPatriarcado e Desesperan\u00e7a em Gota d\u2019\u00c1gua, de Chico Buarque e Paulo Pontes<\/li>\n<li>\u201c\u00bbEu te amo\u00ab, de Tom Jobim e Chico Buarque: Uma An\u00e1lise Semi\u00f3tica\u201d, Peter Dietrich<\/li>\n<li>\u201cOutra vez de novo: A par\u00f3dia em Chapeuzinho Amarelo de Chico Buarque\u201d, Denise Estr\u00f3cio<\/li>\n<li>\u201cO Amor na Can\u00e7\u00e3o de Chico Buarque\u201d, Ad\u00e9lia Bezerra de Meneses<\/li>\n<li>\u201cAnimal Farm e Fazenda Modelo\/George Orwell e Chico Buarque: Duas Faces da mesma Moeda\u201d, Jo\u00e3o Lu\u00eds Salgueiro Moreira<\/li>\n<li>\u201cFragmentos Urbanos Imaginados\u201d, Roberto C\u00edrio Nogueir<\/li>\n<li>\u201cDuplo Estorvo\u201d, Helena Bonito Couto Pereira<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"subtitulo\">CONTRA-SENHA [Testimonials]<\/p>\n<ul>\n<li>Anazildo Vasconcelos da Silva; <\/li>\n<li>Ant\u00f3nio Mega Ferreira; <\/li>\n<li>Arnaldo Saraiva; <\/li>\n<li>Carlos do Carmo; <\/li>\n<li>Eucana\u00e3 Ferraz; <\/li>\n<li>Jos\u00e9 Carlos de Vasconcelos; <\/li>\n<li>Manuel Halpern; <\/li>\n<li>Miguel Faria Jr.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"subtitulo\">DOSSIER [Manuscrips]<\/p>\n<p class=\"subtitulo\">VARIA\u00c7\u00d5ES [Interviews]<\/p>\n<ul>\n<li>Chico Buarque (Carla Braga, Margarida Gil dos Reis e Ricardo Paulouro)<\/li>\n<li>Caetano Veloso (Carla Braga, Margarida Gil dos Reis e Ricardo Paulouro)<\/li>\n<li>Gilberto Gil (Margarida Gil dos Reis)<\/li>\n<li>\n<div align=\"justify\">M\u00e1rio Merlino (Jos\u00e9 Pedro Ferreira)<\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"subtitulo\">CHRONOLOGY (Margarida Gil dos Reis)<\/p>\n<ul>\n<li>A alma l\u00edrica brasileira (Regina Zappa)<\/li>\n<li>Anota\u00e7\u00f5es sobre Francisco (Eric Nepomuceno)<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"subtitulo\">DISCOGRAPHY<\/p>\n<ul>\n<li>(Carla Braga)<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"subtitulo\">FILMOGRAPHY<\/p>\n<ul>\n<li>(Carla Braga)<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"subtitulo\">ATELIER [Poetic and visual anthology]<\/p>\n<p>{excerpts}<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Textos e Pretextos N\u00ba 7Publisher: CEC&nbsp;Year: 2005Price: 5\u20ac<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":192,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[19],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/193"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=193"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/193\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/192"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=193"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=193"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=193"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}