{"id":187,"date":"2007-05-14T14:26:58","date_gmt":"2007-05-14T14:26:58","guid":{"rendered":"http:\/\/stage2.comparatistas.umadesign.com\/en\/2007\/05\/14\/os-monstros\/"},"modified":"2007-05-14T14:26:58","modified_gmt":"2007-05-14T14:26:58","slug":"os-monstros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/textos-e-pretextos\/os-monstros\/","title":{"rendered":"Os Monstros"},"content":{"rendered":"<p><b>Textos e Pretextos N\u00ba&nbsp;8<br \/>Publisher:<\/b> CEC<br \/><b>Year<\/b>: 2006<br \/><b>Price:<\/b> 5\u20ac<\/p>\n<p> <!--more--> <\/p>\n<hr>\n<p class=\"subtitulo\">Os Monstros \u2013 Textos e Pretextos, Spring\/Summer 2006, n\u00ba 8<\/p>\n<p>H\u00e1 cinco anos atr\u00e1s, o filme Monsters Inc., realizado por Peter Doctor, invadia as salas de cinema, lotadas por um p\u00fablico muito jovem, ou nem tanto. A campanha de marketing mobilizou os consumidores que compraram, em grande escala, pequenas r\u00e9plicas do monstro azul e felpudo, protagonista do filme. Na hist\u00f3ria, este monstro detinha o record de sustos de Monstropolis, uma cidade cuja energia era obtida a partir dos gritos das crian\u00e7as. Todo os outros monstros visitavam o mundo atrav\u00e9s de portas especiais que comunicavam com os arm\u00e1rios dos quartos dos mi\u00fados.&nbsp;<\/p>\n<p>A este exemplo somam-se tantas outras personagens cinematogr\u00e1ficas que fazem parte do nosso imagin\u00e1rio: Frankenstein, X-Men, Hannibal Lecter, o simp\u00e1tico Shrek ou uma extensa lista de seres mutantes da Marvel. Em Homero, Rabelais, Mary Shelley, Kafka, entre tantos outros, na Literatura, na BD, nas Artes Pl\u00e1sticas, no Teatro e na Dan\u00e7a, os monstros v\u00e3o-se acumulando e permitem-nos quase falar de uma \u2018monstruosidade banalizada\u2019. E se foram in\u00fameros os monstros imagin\u00e1rios na Antiguidade, ou os monstros de uma mem\u00f3ria colectiva \u2013 quem poder\u00e1 esquecer o Adamastor? \u2013 somos ainda invadidos por outros tipos de monstros bem diferentes, por exemplo, em freak shows: an\u00f5es e gigantes, homens-mosca, homens-r\u00e3, homens-porco, verdadeiras aberra\u00e7\u00f5es que questionam a nossa identidade e se transformam, elas pr\u00f3prias, numa identidade indefinida.<\/p>\n<p>Hoje somos confundidos pela velocidade do que nos rodeia e que nos d\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de estarmos quase sempre atrasados. Questionamo-nos por isso sobre o que \u00e9 ser e ter um corpo e de que forma podemos afirmar a nossa singularidade. E nesta permanente busca os monstros encantam-nos e perturbam-nos.<\/p>\n<p>Por que nos fascinam ent\u00e3o tanto os monstros? E o que determina a defini\u00e7\u00e3o de um monstro como tal? Um rosto sem boca? Quatro olhos em vez de dois? Uma fun\u00e7\u00e3o org\u00e2nica anormal? Ou ser\u00e1 o monstro tamb\u00e9m aquele que, invariavelmente, nos habita e que tentamos a todo o custo adormecer?<\/p>\n<p>Encontram-se, neste volume, v\u00e1rias tentativas de interpreta\u00e7\u00e3o ou, pelo menos, de problematiza\u00e7\u00e3o desta quest\u00e3o \u2013 analisam-se fen\u00f3menos de hibridismo, outros de configura\u00e7\u00e3o, desconfigura\u00e7\u00e3o e reconfigura\u00e7\u00e3o de identidades. Monstros, dem\u00f3nios ou fantasmas, todos eles nos habitam. Abordagens diversificadas, onde o monstro, mais do que a supress\u00e3o ou adi\u00e7\u00e3o de elementos num corpo, contrasta com o corpo harmonioso e dificulta a nossa tentativa de conferir sentido \u00e0s coisas. Talvez porque para afirmarmos a normalidade da ra\u00e7a humana ainda precisamos de dar exist\u00eancia ao seu contr\u00e1rio. Como disse Goya, \u201cO sonho da raz\u00e3o produz monstros\u201d.<\/p>\n<p align=\"center\"><b>Margarida Gil dos Reis<\/b><\/p>\n<p><span class=\"subtitulo\">CONTENTS<\/span><\/p>\n<p class=\"subtitulo\">ARTICLES<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cBestial Child: monstrosity in a postcolonial view The Satanic Verses by Salman Rushdie\u201d, Maria Sofia Pimentel Biscaia<\/li>\n<li>\u201cThe Abject Body in Contemporary female Art\u201d, Maria Lu\u00edsa Coelho<\/li>\n<li>\u201cUm monstro da cidade moderna: A figura da prostituta em Toulouse-Lautrec\u201d, In\u00eas Cordeiro Dias<\/li>\n<li>\u201cMonstros Intelectuais: uma monstruosidade oculta\u201d, Maria Ant\u00f3nia Lima<\/li>\n<li>\u201cTeatro anat\u00f3mico\u201d, Pedro Manuel<\/li>\n<li>\u201cJ\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m no lugar marcado a X: Os mutantes X-men com um exemplo de uma metamorfose cultural\u201d, Pedro Moura<\/li>\n<li>\u201cProcesso de constru\u00e7\u00e3o da figura monstruosa\u201d, S\u00edliva Quinteiro<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"subtitulo\">CONTRA-SENHA\/TESTIMONIALS:<\/p>\n<ul>\n<li>Bram Ieven; Jaime Freire; Olga Roriz; Jo\u00e3o David Pinto Correia; Manuel da Silva Ramos; Pedro Gomes Barbosa<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"subtitulo\">CONTRA-SENHA\/REPORTS<\/p>\n<ul>\n<li>Quem deixou a jaula aberta?, de Rui Pelej\u00e3o Marques; Os cronistas do maravilhoso, de Eurico Gomes Dias; Monstros no Cinema, de Miguel Cardoso e Danilo Pavone<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"subtitulo\">VARIA\u00c7\u00d5ES\/INTERVIEWS<\/p>\n<ul>\n<li>Eduardo Pitta; Manuel da Silva Ramos; Olga Roriz; Ieda Tucherman; Paulo Moura e Jos\u00e9 Rodrigues dos Santos; Ant\u00f3nio Carneiro<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"subtitulo\">SOBRE A MESA\/BOOKS<\/p>\n<p class=\"subtitulo\">ATELIER<\/p>\n<p class=\"subtitulo\">TEXTUALIDADES\/BIBLIOGRAPHY<\/p>\n<p>{excerpts}<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Textos e Pretextos N\u00ba&nbsp;8Publisher: CECYear: 2006Price: 5\u20ac<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":186,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[19],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=187"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/186"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}