{"id":185,"date":"2007-05-14T14:24:51","date_gmt":"2007-05-14T14:24:51","guid":{"rendered":"http:\/\/stage2.comparatistas.umadesign.com\/en\/2007\/05\/14\/as-casas\/"},"modified":"2007-05-14T14:24:51","modified_gmt":"2007-05-14T14:24:51","slug":"as-casas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/textos-e-pretextos\/as-casas\/","title":{"rendered":"As Casas"},"content":{"rendered":"<p><b>Textos e Pretextos N\u00ba&nbsp;6<br \/>Publisher:<\/b> CEC<br \/><b>Year<\/b>: 2005<br \/><b>Price:<\/b> 5\u20ac<br \/> <!--more--> <\/p>\n<hr>\n<p class=\"subtitulo\">As Casas \u2013 Textos e Pretextos, Spring\/Summer 2005, n\u00ba 6<\/p>\n<p>Espa\u00e7o delimitado por linhas em formul\u00e1rios, mapas ou tabelas; divis\u00e3o de um tabuleiro de xadrez; intesec\u00e7\u00e3o de uma coluna numa tabela; cada uma das doze partes em que os astr\u00f3logos dividem o c\u00e9u; espa\u00e7o de ora\u00e7\u00e3o&#8230;Casa decimal, Casa comercial, Casa de penhora, Casa de Deus, Casa de deten\u00e7\u00e3o, Casa banc\u00e1ria, Casa de repouso&#8230;Uma vez aberto o dicion\u00e1rio percebemos que o conceito de \u2018casa\u2019 abra\u00e7a sentidos distintos, aceita diferentes fun\u00e7\u00f5es, acolhe projectos e sonhos diversos.&nbsp;<\/p>\n<p>Assim como cada fun\u00e7\u00e3o exige o seu tipo de casa espec\u00edfico, diferentes culturas exibem diferentes tipos de casa, como forma de se darem a conhecer na sua singularidade, de vincarem a sua forma de estar no e com o mundo. Tamb\u00e9m cada um de n\u00f3s assume a sua casa como o seu espa\u00e7o, o local onde parecemos fazer mais sentido, porque recebe, ao mesmo tempo que reflecte, o eu que nele habita. A localiza\u00e7\u00e3o torna-se muito importante, \u00e9 com todo o cuidado que escolhemos os objectos que nela inserimos e a forma como os dispomos acaba por manifestar a nossa atitude e posi\u00e7\u00e3o face a n\u00f3s mesmo e ao outro.<\/p>\n<p>A escolha do tema \u2018As Casas\u2019 para este n\u00famero da revista Textos e Pretextos procura, n\u00e3o s\u00f3 levar a repensar o conceito de casa, mas repens\u00e1-lo nas suas diversas acep\u00e7\u00f5es. Se espa\u00e7os como Vilarinho da Furna ou a Aldeia da Luz s\u00e3o reposit\u00f3rios de mem\u00f3ria de um tempo submerso pela for\u00e7a do desenvolvimento, espa\u00e7os como a Casa Conveniente albergam as mais inovadoras representa\u00e7\u00f5es teatrais que nos fazem repensar o conceito de teatro e representa\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo que nos impelem a questionar a no\u00e7\u00e3o de casa de espect\u00e1culo tal como \u00e9 tradicionalmente aceite. A nossa casa afinal \u00e9 o mundo em que vivemos connosco e com o outro, com a semelhan\u00e7a e a diferen\u00e7a e talvez tenha chegado o momento de aprendermos a viver e a conviver com as for\u00e7as desse mundo. Se os ensinamentos de Feng Shui nos poder\u00e3o encaminhar para uma resposta, n\u00e3o menos interessante nos parecem as propostas de Jos\u00e9 Rodrigues ou Paula Rito, que optam pela ocupa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os j\u00e1 existentes, renovando e repensando a sua funcionalidade. Foi pela multiplicidade que procur\u00e1mos abordar o conceito de casa porque, pensando na forma como a casa ocupa um lugar indispens\u00e1vel na noss avida, podemos reflectir sobre a nossa rela\u00e7\u00e3o com o mundo, com os seus textos e pretextos, e nos afirmarmos como presen\u00e7as reais.<\/p>\n<p align=\"center\"><b>Sara Ramos Pinto<\/b><\/p>\n<p class=\"subtitulo\">CONTENTS<\/p>\n<p class=\"subtitulo\">TEXTURAS [Articles]<\/p>\n<ul>\n<li>\u201c\u00bbFalemos de casas\u00ab. Em torno do poema \u201cPref\u00e1cio\u201d de Herberto Helder\u201d, Rita Bas\u00edlio<\/li>\n<li>\u201cCasas assombradas: o espa\u00e7o teatral em Ibsen, Tchekov e Beckett\u201d, Manuela Ferreira Carvalho<\/li>\n<li>\u201cUmas casas portuguesas: Housing the Estado Novo in Cardoso Pires\u2019s Balada da Praia dos C\u00e3es\u201d, Paul Melo e Castro<\/li>\n<li>\u201cLugares de representa\u00e7\u00e3o\u201d, Tiago Bartolomeu Costa<\/li>\n<li>\u201cO regresso do n\u00f3mada e o fim da casa neol\u00edtica: Nomadismo versus sedentarismo\u201d, Jeroen Dewulf<\/li>\n<li>\u201cA crise da habita\u00e7\u00e3o em A Caverna, de Jos\u00e9 Saramago\u201d, Ana Filipa Prata<\/li>\n<li>\u201cPelas veredas da inf\u00e2ncia: O regresso a casa num poema de Manuel Ant\u00f3nio Pina\u201d, In\u00eas Fonseca Santos<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"subtitulo\">CONTRA-SENHA [Testimonials]<\/p>\n<ul>\n<li>E.M. de Melo e Castro; Carlos Vieira de Faria; Teolinda Gers\u00e3o; Vasco Gra\u00e7a Moura; Nuno Teot\u00f3nio Pereira; Manuel Ant\u00f3nio Pina<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"subtitulo\">CONTRA-SENHA [Reports]<\/p>\n<ul>\n<li>A Casa da Mem\u00f3ria de Jos\u00e9 Rodrigues (Margarida Reis e Ricardo Paulouro)<\/li>\n<li>Vilarinho da Furna Aldeia da Luz (David Carvalho e Mafalda Brin\u00e7o Fernandes)<\/li>\n<li>Back to back to backs (Ana Raquel Fernandes e Ana Teresa Santos)<\/li>\n<li>Paula Rito Lugares de Habita\u00e7\u00e3o (Jos\u00e9 Pedro Ferreira)<\/li>\n<li>O Feng Shui e as Casas Felizes (Rute Beirante)<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"subtitulo\">VARIA\u00c7\u00d5ES [Interviews]<\/p>\n<ul>\n<li>M\u00e1rio de Carvalho; Jo\u00e3o Santa Rita; Jos\u00e9 Bragan\u00e7a de Miranda; Jos\u00e9 Manuel Castanheira<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"subtitulo\">ANTHOLOGY [Poetry and pictures]<\/p>\n<p>{excerpts}<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Textos e Pretextos N\u00ba&nbsp;6Publisher: CECYear: 2005Price: 5\u20ac<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":184,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[19],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/185"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=185"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/185\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/184"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=185"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=185"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cec.letras.ulisboa.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=185"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}