Apresentação

Fundado em 1999, o Centro de Estudos Comparatistas (CEC) está sediado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e reúne investigadores com diferentes formações académicas e nacionalidades. Reconhecido por ser uma comunidade vibrante, solidária e bem integrada, o CEC obteve a classificação máxima – excepcional – na mais recente avaliação (2014) da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Foi descrito como “um Centro imaginativo e claramente focado, que alcança uma excelente combinação entre pesquisa, competências e métodos cruzando uma ampla gama de disciplinas das ciências sociais e humanas.”


Investigação & Estratégia

A investigação do CEC situa-se na fronteira de várias disciplinas das humanidades e ciências sociais, contribuindo assim para o surgimento de campos interdisciplinares originais. O CEC está organizado em quatro Grupos de Investigação:

O Plano Estratégico do CEC assenta na linha de investigação abrangente de “comparatismo, cosmopolitismo reflexivo e estudos globais críticos”. A abordagem do CEC ao comparatismo baseia-se em métodos interdisciplinares de investigação para dar conta das complexidades das relações entre o artístico, o cultural, o social e o histórico; o textual e o contextual. Explora ainda o modo como a linguagem, a cultura e o poder são construídos, transformados ou contestados no espaço e no tempo.
Ao propor a expressão “cosmopolitismo reflexivo”, o CEC visa reorientar o comparatismo, recorrendo a uma abordagem crítica às noções de mobilidade e às dinâmicas nacionais e transnacionais, considerando não só as articulações complexas entre esses desafios nacionais e transnacionais, mas também questões relacionadas com a migração e a (i)mobilidade, o multiculturalismo, a cidadania, os direitos humanos e a hospitalidade. Ao enfatizar a noção de “estudos globais críticos”, pretende-se realçar uma abordagem renovada do comparatismo, focada na relação entre a política, a economia, a cultura e a arte no mundo em geral. Esta ênfase tem em conta o esforço por articular teorias e metodologias que cubram os desafios locais e globais, a necessidade de uma abordagem reflexiva a questões e definições da particularidade e universalidade e a vontade de investigar as práticas artísticas e culturais na intersecção dos processos económicos e sociais, considerando o impacto da globalização.

Reconhecendo, embora, que as tendências que favorecem as abordagens inter e transdisciplinares se tornaram cada vez mais comuns em todo o mundo, continuamos a prestar especial atenção aos caminhos e percursos específicos que moldaram estas tendências em Portugal e nos países de língua portuguesa, bem como na Europa.

CEPAC – Comissão Externa Permanente de Aconselhamento Científico
António Sousa Ribeiro (CES-UC), Birgit Neumann (Dusseldorf University, Germany), Lars Elleström (Linnæus University, Sweden), Manuela Ivone Cunha (CRIA/UMinho) e Timothy Cresswell (Trinity College, Hartford – Connecticut).

Estatutos do Centro de Estudos Comparatistas